segunda-feira, 13 de janeiro de 2014


Quando não mudam é hora da gente mudar

Eu sempre acreditei que as pessoas podem mudar, sim, algumas mudam seja para melhor ou para pior. Sempre acreditei que somos passíveis de mutação de gênio, moral, crenças. A vida nos dá uns baques que frente aos desafios, mudanças de ritmo no mundo e de sentimentos nos outros nos fazem mudar, não tem jeito. Mas também existem aquelas pessoas cegas, que mesmo vendo que estão erradas permanecem estanques, não adianta falar, não adianta gritar não adianta tentar abrir os olhos, elas não mudam e pior fazem questão de continuar mantendo o foco no lugar errado. A gente cansa de dar murro em ponta de faca de bater na mesma tecla e acaba se machucando, entrando madrugada adentro com insônia pensando: “e se as coisas fossem diferentes?”. Algumas jamais serão! 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014



TUDO AGORA, SEMPRE

Cara ansioso, sempre quis tudo para ontem, para hoje, para AGORA, e por causa dessa minha maldita mania/defeito sei que perdi muita coisa nessa vida. Perdi amores, amigos, oportunidades que se bem pensadas poderiam me fazer uma pessoa melhor, não que eu me ache uma pessoa ruim, só quero dizer que na maioria das vezes, se eu tivesse ponderado um pouco mais, acho que a sorte poderia ter sorrido para mim mais e mais vezes  e sim, de uma forma  mais atraente, irresistível quem sabe até

E bem naquelas: nossa vida é feita de escolhas, de erros, tombos, tropeçadas aqui e ali, achados, bênçãos e maldições.


Vamos em frente, dessa vez com mais razão e menos emoção.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Afinal, o que eu sou!

Sou uma soma diminuída das minhas escolhas;
Sou uma sombra iluminada por minhas aventuras e desventuras;
Sou um acorde que pode ser maior por meus grandes atos ou uma pestana mal feita por minhas falhas;
Sou um desenho bem acabado por meus dias louváveis, mas também sou um rabisco feito em cima da hora. Um daqueles em que passamos muitas vezes a borracha e perde a graça;
Sou a leveza de uma manhã ensolarada de sábado no centro da minha cidade mas também sou vento norte que literalmente desnorteia a paciência de alguns;
Sou tudo isso e mais um pouco.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012



                                                                       
                                                  

A misteriosa e mágica quebra de um tabu

O quanto um fã de Oasis deve ter sofrido. Digo isto, pois sempre fui um desses indivíduos que sempre andavam por Santa Maria sob a pena de não poder levantar a mão em público, sinalizando e mostrando que gostam de Rock and Roll quando tocava sua banda preferida: Oasis. E vale salientar: raramente tocava. Nós “mad fer it’s” em minoria sempre éramos fuzilados com olhares e palavras que diziam “como tu gosta daqueles arrogantes?”.

Cara, nunca procurei miss simpatia no Rock, apenas admirava aqueles ingleses que não estavam nem aí para o que falavam, tocavam umas guitarras rasgadas com a voz mais rasgada ainda, e não precisavam vestir-se esquisitamente. Eu escutava e via aqueles clipes na MTV e sabia que iria num show dos caras. E fui. Junto com meu irmão e um certo guitarrista de Santa Maria que também, por acaso, faziam partes daqueles indivíduos marginalizados roqueiramente. No dia 12 de maio de 2009 em altíssimo êxtase descobri que não éramos poucos, éramos muitos e enlouquecidos por aquela simpaticamente prepotente banda.

Mas fã de Oasis sofre. Acaba a tour, acaba a banda. Quem saiu daquele show pensando em ir em outro o que faz? Escutar os discos e só. Mas o certo guitarrista encontrou outros “puta” músicos – que acreditem – também eram fanáticos por Oasis e, como numa misteriosa mágica formaram uma banda tributo capaz de tirar da penumbra os muitos “mad fer it’s” que existiam na noite Santa-mariense.

A apreensão por um show cover que me fizesse delirar era grande, e, a pressão sobre o guitarrista para que eles fizessem algo que se aproximasse daquilo que tínhamos vivido era maior ainda. O guitarrista é o meu amigo Diego De Grandi que juntou nada menos que Marcus Molina (roqueiro veterano e responsa de Santa), Batavo (sem palavras para os solos de guitarra, claramente, provindos do blues) e uma turma que se não estiveram na fria Manchester, até torcem pro City (Papalia e Lord Tambor). E me arrepio e lembro daquele primeiro riff de guitarra que escutei naquela noite.

Lembro que meu irmão e eu nos olhamos com uns sorrisões e assim como no show do Gigantinho nos abraçamos numa felicidade, realmente, indescritível. Meu amigo, do começo ao fim sentia a melhor vibração que as canções do Oasis podem causar. Via pessoas, que certamente eram aquelas antigas que procuravam miss simpatia ou bonecas barbies tocando rock nos lançarem aqueles velhos olhares, mas foram poucos e foram sumindo à medida que o coro de “Stand by me”, “Wonderwall” e, juro, vi muitos shows naquele lugar, mas igual a “Don’t look back anger” não tinha visto o público cantar em tamanha sintonia.

O show terminou ... Ou melhor o show continua há um ano e todo vez que estou numa apresentação desta banda tributo de Oasis confirmo que o nome Magical Mistery, certamente, tem muito a dizer, pois como numa misteriosa mágica todo vez que essa rapaziada esta no palco há algo que faz eu esquecer de todos os meus maus sentimentos e, é claro não vejo mais olhares de desaprovação por eu ser um fanático pela banda daqueles ingleses arrogantes. Por isso, neste aniversário de um ano, peço a Magical Mistery que continue com essa mágica de me fazer cantar num show e de me fazer ter orgulho de gostar de Rock and Roll.
Fernando Pahim 06/06/2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tudo parece distante e um pouco vago. A vista daquele lugar era linda e sinceramente eu não soube aproveitar. Fui mau educado com Deus e julguei todos assim como eles me julgaram. Mas prometo que assim que eu chegar lá novamente vou abaixar a cabeça e pedir perdão pelos meus atos, pela minha insegurança e jurar o que sempre jurei, mais e mais e mais de uma vez e quantas mais forem necessárias eu te digo que falarei.

Ainda não encontrei meu lugar ao sol mas quero voltar lá para ver a vista que me deixa um pouco tonto e me faz, pelo menos, parecer que estou em casa.

sábado, 15 de outubro de 2011

Sequência!

Não quero ser profundo por que afinal sou mais raso que um prato de sopa, mas chega uma fase na vida que os outros não precisam mais te dizer quem você é o que você tem. Hoje eu tenho amigos que são importantes, tenho um trabalho que me faz ser digno e respeitado, uma turma com quem eu faço rock n' roll do bom e que me entende apesar de todos os meus infinitos defeitos (e isso tenho terceza, são infinitos os meus defeitos). Hoje eu chego em casa ligo o som alto e ninguém me incomoda, acordo a hora que quero para almoçar no sábado e no domingo, tenho uma Mãe que não é Mãe e sim um anjo que me consola e se preocupa comigo. Tenho um sobrinho lindo que gosta de música aos 5 anos. Tenho a minha literatura e um bocado de coisa mais, que, sendo pouco ou não (sendo sincero acho que tudo isso é muito) acho que lutei para conquistar. Sou do bem como muitos dizem enquanto outros pensam o contrário, mas também DANE-SE, já foi o tempo em que dei bola para o que os outros pensam de mim. Seguimos página a página, refrão após verso, solo após harmonia! cheers!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Caindo e Aprendendo

Aprendi que cair nunca fez mal a ninguém. Começar de novo também não. Quero ver com outros olhos os dias que estão por vir, quero sentir o gosto agridoce dos meus dedos tocando a guitarra e o mouse nervoso em busca da arte perfeita. Quero, ao acordar depois de uma noite fria, correr até o banheiro, lavar a alma com um banho quente e na sequência sentir aquele cheiro de café recém feito. Quero chegar no trabalho e ver a alegria dos meus colegas, trocar idéias com o meu amigo Punch e cada vez mais aprender e aprender e aprender. Quero deixar que falem o que quiserem de mim, afinal, quem me conhece me conhece. Quero chegar na quarta-feira e embriagar meus ouvidos escutando meus parceiros de Oasis (dale Magical Mystery). Eu tenho mais o que pensar do que pensar no que sei que não devo.

domingo, 24 de abril de 2011

Hora de atualizar aqui.

O Blog, aqui, esta bem parado. Motivo principal: bastante trabalho. Mas hoje conto algumas coisas que estou lendo e escutando.
Comprei a biografia do Keith Richards intitulada “Vida” um livro fodástico. Daqueles que não dá vontade de parar de ler. A história dos Stones e como ele (Keith) aprendeu sozinho a tocar o blues de Chicago é realmente fascinante. A relação dele com as drogas é literalmente uma loucura. Sigo lendo e mais tarde prometo tentar fazer um post aqui de tudo o que achei do livro.

Obviamente estou escutando mais Stones e procurando conhecer um pouco mais os artistas que tanto influenciaram a banda no início. Caras como Jimmy Reed, Buddy Guy e Little Richard.

Também me deixou muito contente o álbum de estréia da banda Beady Eye. Formada pelos ex-integrantes do Oasis (sem o Noel). Different gear still speeding é um disco psicodélico tanto nos rock’s quanto nas baladas. Influência nítida da carreira solo de John Lennon, Beatles, The Who, Beach Boys, Rolling Stones. Liam cantando muito. Andy Bell, antes baixista no Oasis, agora assume uma das guitarras ao lado de Gem Archer. Música boa da primeira a ultima faixa.

Fora isso trabalho bombando na Latino América Comunicação e Sonnets voltando a ensaiar. As gravações da banda por enquanto estão paradas.


Um abraço a todos e até logo (espero).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Velho na Varanda

O velho, da casa velha da esquina, havia enlouquecido. Não resistiu ao último outono, quando sua mulher se apaixonou repentinamente por um “cara mais novo”, assim como ela mesma admitira para uma amiga. “O amor havia acabado” disse ela. Sim o amor acaba. Até flores de plástico morrem (ao contrário do que diz aquela canção) e a gente cansa de tanto ver elas na mesa da sala!

Ele então sentiu o baque da queda quando ela chegou e o encostou contra a parede da verdade (dela obviamente) nua, crua e dolorosa. Ele com o olhar tristonho disse: “vou sentir falta de te ver com aquele vestido florido cozinhando nas manhãs de domingo enquanto eu tomava um chimarrão. O teu cheiro de alfazema nas manhãs de segunda quando te dava o primeiro beijo do dia”.

Não implorou para ela ficar. Sentiu que ali era o fim das coisas que tanto haviam compartilhado, mas o começo de tantas outras. Desejou sorte a sua, já não mais, companheira. Deu-lhe um beijo na testa e disse adeus.

“Reaprender a viver sozinho” era a frase mais repetida no espelho do banheiro todo o dia antes de se barbear. Deu-se ao luxo de comprar alguns vinhos raros e aprendeu a tocar violão para espantar a tristeza que vinha morena e irresistível, com olhos grandes e claros, pedindo colo nas noites em que ele sentava na varanda e cruzava os braços lembrando o passado.

Dizem que passou cinco meses bem, não resistiu mais que isso e caiu como a última folha que cai da árvore antes de começar a estação mais fria do ano Agora ele anda pela casa com um cobertor nas costas, um pé de chinelo, uma caneta na mão e um caderno onde ele anota cada frase que mais tarde na varanda vira canção.

domingo, 26 de dezembro de 2010

A Minha Casa

O ano começa com novidades. Muitas novidades por assim dizer. Emprego novo, gravações das novas canções da Sonnets e eu finalmente vou arrumar meu canto. Meu apartamento. Meu lar. Um lugar só pra mim. Um lugar que eu vinha desejando há muito tempo! Pois bem chegou a hora. Já visitei alguns ap’s me identifiquei com dois e amanhã (dia 27 de dezembro) recebo a resposta se um deles vai estar disponível já que havia uma lista de cinco pessoas na espera para a locação. Tudo bem! Ando tão contente com essa fase nova na minha vida que até tenho tido paciência para esperar. E outra... Fim de ano os dias voam, então é deixar o tempo passar e o que tiver que rolar vai rolar. O outro ap tbm é legal embora muito longe de onde eu gostaria de morar (nem tudo é perfeito hehehehe). Agora é começar a pensar nos detalhes. Já vi dois quadros dos Beatles e uma estante para colocar na sala da nova moradia, quero ver se consigo comprar mais algumas coisas essas semana, copos, pratos, talheres tudo novinho. Isso realmente me deixa muito contente.
É isso ae pessoal desejo a todos um ótimo ano de 2011com tudo aquilo de bom que desejamos a quem gostamos!

Segue uma letrinha aí de uma canção do Zeca Baleiro que além de falar da casa onde ele sempre morou também fala de coisas para se avaliar nas nossas vidas nesse início de uma nova vida/ano/fase... O que for .

Minha Casa
Zeca Baleiro
É mais fácil Cultuar os mortos Que os vivos
Mais fácil viver De sombras que de sóis
É mais fácil Mimeografar o passado
Que imprimir o futuro...
Não quero ser triste Como o poeta que envelhece
Lendo Maiakóvski Na loja de conveniência
Não quero ser alegre Como o cão que sai a passear
Com o seu dono alegre Sob o sol de domingo...
Nem quero ser estanque Como quem constrói estradas E não anda
Quero no escuro Como um cego tatear Estrelas distraídas
Quero no escuro Como um cego tatear Estrelas distraídas...

Amoras silvestres No passeio público
Amores secretos Debaixo dos guarda-chuvas
Tempestades que não param Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem Não posso parar
Tempestades que não param Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem Não posso parar...

Veja o mundo passar Como passa
Uma escola de samba Que atravessa
Pergunto onde estão Teus tamborins?
Pergunto onde estão Teus tamborins?
Sentado na porta De minha casa
A mesma e única casa A casa onde eu sempre morei
A casa onde eu sempre morei
A casa onde eu sempre morei...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Breve relato

Passou uma semana ! Sim ! 3 shows em uma semana. Boas lembranças, entrevistas, risadas e muito rock, além é claro de novas amizades... Começando então um breve relato sobre essa "minitour" que a Sonnets fez.
Pampa Stock. São Borja é realmente uma cidade Rock. Abrimos o festival no dia 20 (quinta-feira). Um super palco! Um baita som. Organização nota 10. Chegamos lá a tarde e sentamos num bar para comer e beber alguma coisa. O nome do bar ? Oásis, tocando só rock e lá pelas tantas o que toca ? Oasis ! Saimos do bar eram umas 6 da tarde para dar uma descansada, depois da passagem de som. Nessa apresentação contamos com a presença do nosso amigo Lucas que tocou bateria na ocasião já que nosso batera Leandro não pode viajar devido a compromissos de trabalho. Voltamos para o Clube Sãoborjense eram umas 20:00hs ficamos mais um pouco no bar ao lado e quando vimos já era hora de pisar no palco. Grande show. Baita vibe demais mesmo !
Porto Alegre Bar. Uruguaiana. Que cidade demais. chegamos a tarinha na cidade. Muito bem recepcionados pelo amigo Luis que nos apresentou o seu bar que tá preza demais ! Muito bem decorado com quadros dos Beatles, Stones, Bob Dylan fotos dos amigos dele. Uma baita área nos fundos onde ficamos batendo papo sobre filmes, séries e músicas... grande show também. Tocamos covers de Oasis e Stones entre algumas outras coisinhas
Macondo Circus. Santa Maria. O mais esperado... o mais nervoso, porém estavamos garantidos de que dariamos o nosso melhor no palco tocando só as nossas canções mais pesadas. Foi nossa estréia no festival e esperamos ser a primeira de muitas apresentações nesse que é o maior festival de rock do estado. 9 canções terminando com o rockzão "Pra perder é preciso apostar". Organização perfeita tanto no Macondo Lugar quanto na gare. A gurizada do Coletivo Macondo esta de tirar o chapéu ! Parabéns !
Nossos agradecimentos a todos os amigos que fizemos nesses três shows, um agradecimento especial ao Lucas que tocou conosco num baita clima lá em São Borja, agradecimentos a organização do Pampa Stock e do Macondo Coletivo, e é claro agradecer ao Luiz que nos recepcionou de forma primorosa em Uruguaiana !

terça-feira, 16 de novembro de 2010


Pois é ...
Dia 18 a Sonnets começa uma sequencia de shows bem bacana. Nesse dia estaremos nos apresentando no Pampa Stock, festival que rola em São Borja e é organizado pelo pessoal da Unipampa. No dia 20 estaremos estreiando o Porto Alegre Bar em Uruguaiana dirigido pelo nosso amigo Luis. Já na semana que vem estaremos no palco do Macondo em uma das noites do já renomado festival Macondo Circus, estaremos fazendo nossa estréia no Circus e de quebra ainda tocaremos ao lado dos nossos brothers da Ventores que passou por uma reformulação e ao que tudo indica esta vindo com tudo.

Nesses três shows vamos tocar 2 canções novas ... uma delas parceria minha com o Fábio, vocalista da Ventores.

Segue a letra:

E o que você vai lembrar ?

saio de casa cedo
deixo a sorte me encontrar
pessoas distraidas tentando esquecer

as ruas cheias de cores
você do meu lado não me vê
não me vê...

trabalho de pressa pra chegar
onde minha sorte pode estar
procuro o tempo que nunca sobre mas sei
onde quero estar...

Refrão:
os meu melhores anos vão passar
e o que você vai lembrar
com o passo certo posso tentar
a sorte em outro lugar

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sonnets no Macondo dia 28 - quinta

Subir no palco do Macondo é sempre demais. Fazer um show especial só com canções próprias é sempre mais saboroso, sempre tem um gostinho especial. Pois nessa quinta-feira, dia 28, a Sonnets sobe mais uma vez no palco da casa verde mais conhecida do cenário rock do RS.

Estaremos tocando as nossas 14 músicas. Entre elas duas inéditas. Por isso não perde. Nesta quinta a pedida é Sonnets e Jogo Sujo no Macondo a partir das 23hs. Entrada Free para estudantes até a meia noite. No mais ... R$ 7,00.

domingo, 24 de outubro de 2010

Lamento as coisas,
lamento e peço desculpas inúmeras vezes por algo que não fiz
por tudo o que fiz
e por tudo que ainda vou fazer
então ...
desculpe-me!

Acho que dessa vez é pra valer

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Portas e Janelas

Fui desgraçado por Deus assim que cheguei nesse mundo. Sem garantia nenhuma. Sem dinheiro no bolso. Sem lugar pra morar. Sem emprego. Ralas mãos estendidas na minha direção. Mas não deixei que aquilo tudo me abalasse. Eu me levantei toda vez que cai. Sim eu me levantei. Pedia paz a qualquer um que por mim passasse. Eu pedia paz e seguia em frente.

Na minha chuva e no meu sol eu seguia sem saber onde chegar. Encontrava portas enterradas e janelas voando, nunca quis abrir as portas, nunca quis sentir o vento entrar por aquelas janelas.

Me enganei tantas vezes que quase fiquei cego. Apostei todas as fichas num grito só mas esqueci que também não havia sorte ao meu redor só a fumaça dos cigarros no ar. Sempre acreditei que um pouco disso (sorte) me faria bem mesmo não acreditando que exista.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dando um Peitaço

“Subi correndo no primeiro bonde, sem pensar que parasse, sem saber pra onde ia, meu caminho – pensei confuso: meu caminho não cabe nos trilhos de um trem” Caio Fernando Abreu.

Quando eu tinha 15 anos e estava entrando no segundo grau queria muito ser jornalista. Por vir de uma família já com história na área. Meu tio, Luizinho De Grandi, foi um dos fundandores das Empresas Jornalisticas De Grandi juntamente com meu outro tio Celito que começou a vida profissional como repórter do Diário de Notícias no início da década de 60, escreveu 4 livros entre eles “Loureiro da Silva, o charrua” (editora LPM) que ganhou o prêmio açorianos em 2006. Tenho muito orgulho dessa “parte” da família! E por muito tempo alimentei a vontade de ser jornalista, por influência desses dois grandes homens que tenho a felicidade de ter como tios.

Mas descobri as artes gráficas, em particular trabalhar com o Corel e Photoshop. De quebra um emprego na Pallotti me rendeu um curso de Indesign (ferramenta que hoje é a mais usada para editoração de livros, revistas e .... jornais) no início do mês de julho fui convidado para diagramar e fazer parte da direção de um jornal novo aqui em Santa Maria, o jornal do Cidadão Santa-mariense. Um jornal com foco cultural e comportamental, um jornal/revista como gostamos de chamar aqui. Para ele sair do projeto e tomar as ruas contamos com o apoio de muita gente “grande” aqui da cidade como Carlos Alberto Bellinaso, conhecido nome do jornalismo santa-mariense, Odilon Ramos que por duas vezes foi chefe de gabinete do governo do estado, também diretor da TVE RS durante três anos e mais algumas pessoas, além de grandes apoiadores como nossas famílias e amigos !

Só temos a agradecer. Podemos dizer que nosso “filho” está na rua e a receptividade tem sido excelente. Em outubro sai a segunda edição. Contamos com a leitura de vocês.

sábado, 28 de agosto de 2010

...

Perdi muita coisa em 3 anos e meio. Respeito próprio, amigos, futuros grandes amores.
Propus-me esquecer que vivi esse tempo, mas ao mesmo tempo buscar minha identidade e tudo o que perdi, mesmo não querendo esquecer algumas páginas anteriores do meu livro vida.

Deixei-me levar por muita coisa ruim, “cego” como disse um amigo meu uma vez enquanto escutávamos o som que saia de um celular. Deixei de lado muita coisa boa. Deixei de canto as conversas com meu amigo poeta, a cerveja no Miau com meu brother ilustrador, as noites de conversa fiada nos bares, as risadas com pessoas que eu poderia conhecer, a troca de conhecimento com outras. Uma infinidade de coisas que agora quero trazer para o meu mundo. Admito minha parcela de culpa nisso tudo.

Aos meus amigos que perdi nesse tempo:
Vocês sempre estiveram comigo.
Ao respeito que perdi de muitos: espero um dia recuperar, estou lutando para isso.

Vamos todos juntos roubar um carro e cruzar a cidade de bar em bar e pedir a melhor e a mais gelada cerveja. Por que eu também me sinto um Descontente

terça-feira, 29 de junho de 2010

Neon

“Deixa o rádio ligado na freqüência de sempre”
Ela disse antes de deitarem

A agitação da noite ainda estava na cabeça deles quando
Ambos derrubaram seus corpos na cama

O movimento dos carros
A luz neon na entrada do bar
Tudo ainda girava e perturbava os olhos dos dois

“Agora é hora de paz
Hora de silêncio
É hora de beijar tuas costas

Afoga teu suspiro no meu ouvido
E cheria meu pescoço como só tu sabes”

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Serviço de Divulgação



Sexta dia 18 a Sonnets (minha banda pra quem não sabe hhehehe) se Apresenta no The Groove Hall, entrada a R$ 6,00. Iremos apresentar todas as nossas canções e uma nova que finalizamos no ensaio de ontem (terça dia 15) ainda sem nome.

Contamos com a presença de todos ...

letra do novo som:

Eu peço que deixe pelo menos uma porta aberta
pra que eu possa conhecer
o teu lar e uma vez mais
descalço vou correr só pra te dizer

não se importe com a chuva que vai molhar
a calçada onde os teus pasos vão pisar
cante o verso da tua melodia ahhhhhhh
e joga a sorte numa voz que vai cantar

Refrão:
Estranhamente a vida grita assim
sem reposta eu quis você pra sempre aqui
Num vacilo sem final eu digo sim
Sem querer talvez você me encontre aqui
mais Sonnets:
breve site
abraços

terça-feira, 8 de junho de 2010

Na raça

Nunca me considerei um bom vocalista, longe disso, não tenho técnica, nunca tive aula de vocal, nunca respeitei a respiração correta para cantar. E para piorar ainda toco guitarra, isto é, são dois trabalhos: concentração para não errar nenhuma nota na guitarra e concentração no vocal.

Sábado dia 05.06 tive uma prova dura do que é fazer um show na raça. Eu estava com febre desde a terça-feira anterior ao dia da apresentação, minha garganta havia ganhado algumas placas e uma forte inflamação. Preocupado com o show de sábado e em como a minha voz estaria me dirigi até um hospital onde tive que tomar dipirona na veia para baixar a febre de 39°, além de sair de lá com uma receita de antibióticos, antitérmicos e spray para aliviar a dor na garganta. Paramos na farmácia. Compramos tudo! Comecei o tratamento na quinta-feira a noite mesmo!

Sexta ainda tinha um duro dia de trabalho na agência, com febre e muita dor consegui finalizar os serviços e fui embora. Sábado de manhã subi no centro para comprar cordas para a guitarra e alguns CDs que eu gravaria mais tarde para distribuir no show. Cheguei do centro tremendo. A febre que eu acreditava ter ido embora tinha voltado. Mais uma vez hospital... e eu pensando “logo em dia de show, eu assim”. Na ida liguei para o Pablo guitarrista da Sonnets e grande brother meu. Minhas palavras foram: “cara tô indo pro hospital fazer minha última tentativa de melhora: tomar um injeção.” Eu estava agitado de cara mesmo... fazer o que ? o cara me acalmou dizendo que se eu não estivesse bem a gente não faria o show na boa. Mas como sou marrento e não me integro...

Cheguei no P.A e o atendente me pergunta na cara de pau: “o que é pra vocês ?” quase que eu respondo: “quero uma passagem pro céu meu amigo” ... me calei depois disse “quero atendimento médico” (óbvio) . Fui atendido... não tinha mais o que fazer, era tomar o medicamento indicado na quinta-feira e esperar fazer efeito. Eu não podia esperar! Não sou de esperar. Na volta pra casa liguei de novo para o Pablo e disse: “Foda-se vou fazer esse show”. Passamos o som já era noite. Vim para casa, tomei banho me alimentei e voltei para o bar. Subimos no palco pontualmente a 1:15 da manhã de sábado pra domingo. Eu nadava em meu próprio suor, minha garganta secava no meio das músicas. Água e água, nunca bebi tanta água num show! Tocamos oito canções. O som no cavaco, certinho, tudo bonito, os timbres as pessoas, as canções ... consegui cantar bem dentro do meu limite técnico e que a minha saúde me possibilitava naquele momento. Pra mim um dos melhores shows da Sonnets.